Servidores jogam ovos e derrubam grades durante protesto contra votação de pacote fiscal no RN

Servidores jogam ovos e derrubam grades durante protesto contra votação de pacote fiscal no RN

Nova manifestação acontece na manhã desta quarta-feira (31) na Assembleia Legislativa. Polícia Militar garantiu entrada de deputados no Palácio José Augusto.

Por Erivan Camara 31/01/2018 - 18:10 hs

Servidores jogam ovos e derrubam grades durante protesto contra votação de pacote fiscal no RN
Manifestantes jogaram ovos em PMs durante protesto nesta quarta-feira (31), em Natal (Foto: Reprodua

Servidores do Rio Grande do Norte derrubaram grades que cercavam o prédio da Assembleia Legislativa durante a manhã desta quarta-feira (31) e jogaram ovos contra policiais militares que garantiram a entrada de deputados e funcionários da Casa. Eles são contra a aprovação do pacote “RN Urgente”, enviado pelo governo.

Nesta terça-feira (30), a sessão que votaria cinco projetos do governo estadual foi adiada porque parlamentares e servidores foram impedidos de entrar no Palácio José Augusto, sede do Legislativo.

Nesta quarta (31), a sessão começou por volta das 11h10, com a presença de 22 deputados.

Ainda não se sabe quantos servidores, entre os manifestantes, poderão entrar na Casa para acompanhar a sessão.

Estão na pauta:

  • Mensagem nº 189, que extingue adicionais por tempo de serviço no âmbito da Administração Direta, Indireta e Fundacional do Estado;
  • Mensagem nº 184, que dispõe sobre o pagamento de diária operacional no Sistema Estadual de Segurança Pública;
  • Mensagem nº 183, que reestrutura o Regime Próprio de Previdência Social do Estado e reorganiza o IPERN;
  • Mensagem nº 050, que institui o Regime de Previdência Complementar para servidores estaduais efetivos.
  • Os deputados também devem votar o projeto que cria um abono de 12,43% do décimo terceiro que será pago aos servidores.

A votação acontece durante convocação extraordinária do Legislativo. No dia 2 de fevereiro, próxima sexta-feira, os trabalhos voltam à normalidade na Assembleia, o que, em tese, retardaria a votação do pacote em razão de os projetos perderem o caráter de exclusividade por parte dos parlamentares.

O governo tem urgência na aprovação do pacote antes que o prazo da convocação extraordinária acabe.G1RN