À espera que Neymar faça a diferença

Por Ricardo Noblat 22/06/2018 - 09:11 hs

Ganhar da Costa Rica não basta para que a Seleção Brasileira volte a inspirar confiança na torcida e temor nos adversários. É preciso ganhar e muito bem. Se não por um placar elástico, pelo menos jogando um futebol capaz de encher os olhos. Será possível?

O futebol não é como se diz uma caixinha de surpresas, embora seu fascínio esteja na possibilidade de um time claramente inferior enfrentar e vencer um time muitas vezes mais forte. A lógica se impõe no mais das vezes. A prevalecer, venceremos a Costa Rica logo mais.

Em 10 ocasiões anteriores, o Brasil se deu bem em nove. A Costa Rica precisa ganhar depois de ter perdido da Sérvia. E para passar à próxima fase da Copa, ainda terá pela frente a Suíça, a sexta colocada no ranking das melhores seleções, que empatou com o Brasil, mas que jogou melhor.

É de se esperar que ela venha para cima do Brasil. E que aposte no jogo aéreo e na cobrança de faltas. E é aqui que mora o perigo para o nosso lado. Oito jogadores, fora o goleiro, falharam quando um único atacante da Suíça saltou e empatou o jogo do último domingo.

Sem Daniel Alves, o melhor lateral direito do mundo, tínhamos Danilo. Sem Danilo, que se machucou ontem, teremos Fagner, do Corinthians, que só disputou quatro jogos pela Seleção, três deles amistosos. Mede apenas 1m68cm. Chegou à Seleção ainda machucado.

Tite quer um Neymar em campo na condição de um transgressor, à vontade para driblar quando achar que deve, armar quando for possível e fazer gols de preferência. É o que todo técnico espera de jogadores geniais como ele, Messi e Cristiano Ronaldo, por exemplo.

O português correspondeu à expectativa marcando quatro gols em dois jogos. Tem tudo para marcar outros contra o Irã no próximo domingo. Messi perdeu um pênalti contra a Islândia. Na goleada tomada ontem pela Argentina, foi um jogador apagado como havia sido na estreia.

Neymar é o nome de quem se deseja que faça hoje a diferença. E não me venham com a história que não se deve jogar nos ombros dele todas as esperanças de um povo amargo e ressentido com seus ídolos. Ninguém se torna ídolo impunemente. Que faça por merecer a posição conquistada.